
Liderada pelo vocalista e guitarrista, Pedro Santos, a banda formada por quatro jovens garotos, surgiu em meados de 2007, e começou com o pé direito subindo aos palcos pela primeira vez no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). De lá pra cá, eles já se apresentaram em diversas cidades, com grandes referências como Mop Top, Forfun, Ramirez, Rock Rocket e Móveis Coloniais de Acajú.
Em uma entrevista informal com o líder da banda, conhecemos um pouco mais sobre ele e sobre as peculiaridades que formam a identidade dos bon vivants.
Como surgiu essa sua ligação com a música?
Sempre escutei muita música. Desde guri já curtia muita coisa que meu pai ouvia, desde Rolling Stones, Talking HeadsBeatles, Hendrix, Janis Joplin, até o Deep Purple. Mas acho que foi em 2004, 2005, ainda em tempos de colégio, que resolvi embarcar de cabeça na música e comecei a estudar violão e guitarra, e posteriormente canto.
Você integrou alguma outra banda, antes de montar a Bon Vivant?
No colégio, toquei em várias bandas, mas formei minha primeira banda em 2006, com João Soares e Daniel Carvalho. Hoje, além da Bon Vivant, canto nas noites pernambucanas em uma banda de pop rock chamada S.W.A.T.
Como foi que surgiu a banda Bon Vivant?
A Bon Vivant surgiu a partir da vontade de criar música de um modo diferente. Queríamos criar um som mais trabalhado, timbes autênticos e letras em português, que retratassem o cotidiano da juventude dos dias de hoje, com todas as suas nuances.
A banda sofreu algumas alterações quanto à formação. Quem compõe a Bon Vivant atualmente?
Sempre tivemos uma formação um tanto quanto enxuta: quatro integrantes. Do grupo inicial, restaram apenas eu, Pedro Santos, e o João Soares. Porém, também passaram pela banda integrantes fundamentais para a formação da sonoridade e da identidade que a Bon Vivant leva até hoje nas suas apresentações. Foram eles: Tayuan Webster (Bateria), Daniel Carvalho (Guitarras e Teclados), Dantes Lopes (Bateria), Léo Ferreira (Guitarras). E hoje, a banda é composta da seguinte forma: Pedro Santos (Voz e Guitarras), Vitor Roberto (Guitarras e Voz), João Soares (Contrabaixo) e Victor Freire (Bateria).
Quantos CDs ou EPs vocês já lançaram?
A Bon Vivant possui dois Eps lançados: o “Bon Vivant”, em março de 2008 e o “Um Lugar pra Esquecer de Tudo”, em maio de 2009. Atualmente estamos trabalhando na produção do nosso primeiro CD, que deverá sair ainda no primeiro semestre do próximo ano.
Como compositor da maioria das canções da banda, você arriscaria em dizer qual delas é a sua preferida?
Essa resposta realmente varia muito do gosto pessoal de cada integrante. Talvez Domingo, Vida à Dois ou Diz que vai Bem. Mas a experiência de alguns anos de estrada, nos permite deixar sempre com vontade de criar canções cada vez mais ricas e que com o tempo, acabam se tornando as favoritas. (risos)
A musicalidade da banda, geralmente reflete o gosto musical dos integrantes. Quais são as suas grandes influências?
Essa é uma pergunta um tanto quanto complicada pra responder. É tanta coisa! (risos) Tenho escutado bastante o trabalho do recente Kings of Leon, Keane, e revisando a obra do Jeff Buckley.
E do cenário musical independente pernambucano?
Tem muita coisa boa por aqui. O novo CD da River Raid está bem interessante, e também o trabalho do pessoal da Candeias Rock City.
Além de músicas autorais, a Bon Vivant arrisca alguns covers em suas apresentações. O que vocês incluem à mais no repertório da banda?
Kings of Leon, Queens of the Stone Age, Strokes... Tanta coisa boa que a gente já se aventura tocar. (risos)
E por falar em apresentações, qual delas foi a mais marcante?
Acho que alguns shows ficaram marcados na memória, como por exemplo quando tocamos no Festival Maionese em Maceió. Fomos surpreendidos com a enorme recepção do público. Ou talvez no último show do Daniel Carvalho (ex-guitarrista e um dos fundadores da banda), que foi na festa da Vitória Régia. Ou talvez a primeira vez que nos apresentamos no Clube Português do Recife, o que era um sonho de garoto, pois todas as grandes bandas que vinham tocar no Recife, se apresentavam lá.
Como nem tudo são flores, vocês já enfrentaram algum perrengue ao longo desses três anos?
Talvez a saída dos outros intregrantes, tenha sido um dos momentos mais difíceis da banda. Acho que esse momento de “renovação forçada” é sempre complicado.
Apesar do pouco tempo na estrada, a Bon Vivant já participou de grandes eventos em diversas cidades do país. E por onde quer que passe, a banda conquista centenas de fãs, que prometem marcar presença nos futuros eventos da região. O que os aproxima desse público mais distante?
A interação com o público é muito importante, ainda mais hoje, come sse turbilhão de redes sociais que vemos por aí. As vezes a banda passa vários meses, ou até anos, sem voltar a tocar em certa cidade, e isso provavelmente esfriaria a relação com o público, mas se a banda tem contato direto com este público através das redes sociais, seja ela qual quer, a chama continua acesa.
Então vocês acreditam na importância das redes sociais como meio de divulgação da banda?
Posso dizer que é algo fundamental, pois a informação pode chegar para o público quando ainda está “quentinha”. Por exemplo, se a banda acaba de adicionar um vídeo novo na internet, já pode divulgar e mostrar à todos o novo trabalho. E no próximo show, já vai ter gente cantando a música. Pelas redes sociais você tem uma resposta muito rápida do que estpa sendo feito na banda. É quase um termômetro.
Como líder de uma das bandas de maior destaque da nova cena da música pernambucana, como é que você avaliaria esse cenário de uma forma geral?
Estamos vivendo uma nova cena, um novo momento. Fico muito feliz em ver o Mombojó, o Otto, a Karina Buhr e tantos outros artistas pernambucanos se destacando não só no cenário pernambucano, mas no país inteiro. Acredito que ainda temos muita coisa boa pra revelar. A diversidade da cultura pernambucana é algo único, e fico muito feliz em ver as bandas se profissionalizando e ganhando reconhecimento. Acredito muito nisso.
Ainda não ouviu a Bon Vivant? Acesse o MySpace.
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