quinta-feira, 26 de junho de 2008

Reflexão pós aula de literatura.

Ando meio sem entusiamo para os estudos. Na verdade, são poucas coisas que ainda me dão entusiasmo, e garanto que estudar está fora de cogitação.
Quintas-feiras já não são as mesmas. Olho o calendário, e tento descartar as hipóteses de faltar aula dia de quinta-feira. O que uma aula de literatura não faz na vida das pessoas. HEHE :B
É notório meu gosto pela literatura, mesmo não tendo muita paciência pra leitura (contraditório, não?). Aulas de literatura são especiais pra mim, agora. Sei lá, acho que de certa forma ando absorvendo bem mais informações do que os anos anteriores, apesar das minhas notas não estarem refletindo o meu empenho.
A aula hoje foi sobre Dom Casmurro. Machado de Assis de um modo geral. E como todas as quintas-feiras, lá estava eu atenta a cada palavra da professora (carinhosamente chamada de Graça Aranha). Incrível como sempre trago um aprendizado pra casa. Não coisas do tipo que aprende-se pro vestibular, sabe? São ensinamentos que levarei pra vida toda. Os anos passarão, e jamais esquecerei das palavras da professora.
Bom, Graça nos perguntou se beijaríamos a mão do assassino do nosso próprio filho. Eu não respondi em voz alta. Poucas são as vezes em que a sala inteira escuta a minha voz. Normalmente isso acontece quando o professor reclama comigo, e eu discuto quase sempre. Mas a pergunta não me deixou dúvidas, e em segundos a minha opinião já estava formada. "Lógico que não beijaria! Como poderia afagar uma pessoa que destruiu a vida do meu próprio filho?"
Muitos tiveram a mesma reação que a minha, aposto. Alguns se manifestaram estar encima do muro.
A pergunta é então reformulada. Beijaríamos a mão do assassino do nosso próprio filho, se pudéssemos salvar outro filho? Obviamente, a minha resposta havia mudado.
Irônico! Tomamos muitas decisões de maneira impulsiva. Deixamos a razão de lado, e colocamos nosso coração como bússola das nossas vidas. Dizemos um NÃO para as oportunidades, e o arrependimento vem à tona. Por que nunca fazer isso? Por que nunca tentar aquilo? Por que nunca agir dessa forma? Nunca, nunca.
O que representa essa palavra em nossas vidas? O que sentimos de tão rancoroso, a ponto de jogar tudo pro alto, e tornarmos irredutíveis a determinadas situações? A gente não sabe o que vai acontecer. Não somos donos da verdade, graças a Deus. Somos seres inconstantes e devemos estar sempre preparados à novas mudanças.
Abrir os olhos para as oportunidades, e sermos um pouco mais maleáveis com todos à nossa volta. Temos tanto pra viver!

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